29.3.08

Mar de espuma da Sony!


"Invasão de espuma" da Sony faz sucesso na web



Em produção de campanha para linha de câmeras, a marca provoca "onda branca" em Miami. As cenas repercutem no YouTube



Uma campanha criada pela Fallon para a Sony já está despertando interesse antes de ser lançada. Para produzir um comercial sobre a linha de câmeras (Sony Handicam e Cybershot), a agência encheu as ruas de Miami com espuma. As filmagens ocorreram no meio do mês e foram acompanhadas por cerca de 200 convidados da marca, entre eles blogueiros. A estratégia para viralizar o comercial deu certo e as cenas viraram sucesso na internet. Há dezenas de vídeos, inclusive de gente de fora da lista de convidados, relacionados à "invasão" da espuma no YouTube.

As pessoas chamadas pela agência e pela marca receberam equipamentos de última geração da Sony para registrar as cenas, enquanto atravessavam um mar de espuma branca. E que mar! A Fallon utilizou uma gigantesca máquina de fazer espuma, com capacidade de produzir dois milhões de litros por minuto. Com tal rendimento, a máquina enche uma piscina olímpica com espuma em 24 segundos. As cenas foram dirigidas por Simon Ratigan, diretor de Super Size Me. O comercial foi produzido pela HLA.

Em outra campanha, a Sony provocou barulho semelhante. A produção do filme "Play Doh", para o Bravia, em que lebres de massinha colorida tomam as ruas de Nova York, também ganhou a atenção dos curiosos - e dos internautas. Resultado: outra invasão, mas de vídeos no YouTube.

17.3.08

Red Bull apresenta novo evento radical no Rio

E a Red Bull continua com a sua estratégia de eventos radicais... agora são as motos que vão voar!



Carla Said Lima, Meio & Mensagem

Credenciada pelo sucesso do Red Bull Air Race ano passado no Rio de Janeiro, a Red Bull anuncia uma nova grande atração para o público carioca novamente em parceria com a agência de marketing promocional Rio 360. Mas em vez de aviões, este ano será a vez dos craques do motocross freestyle internacional do Red Bull X-Fighters se apresentarem no sambódromo da cidade no próximo dia 3 de maio. O evento exigirá um investimento de R$ 10 milhões em infra-estrutura e entretenimento, com toda sua execução entregue à 360.

Gaetano Lops, porta voz do evento e diretor geral da 360, diz que a idéia de trazer o evento para o Rio já existe há um ano em função da idéia de que o X-Fighters seja realizado em locais marcantes. Na Espanha, México e na Itália, por exemplo, os palcos foram respectivamente arenas de touradas e gladiadores (Roma). No caso do Rio, a proposta da Eed Bull é de utilizar o samba como característica principal da cidade, já que a marca acredita que a tradição musical incorpora perfeitamente a cara do evento. "Pretendemos mostrar as acrobacias mais radicais do mundo no local mais carioca da cidade - o sambódromo. O Rio combina com esportes radicais e o produto é muito bem aceito pelos consumidores" diz Lops.

Para criar o clima necessário, a Rio 360 convidou a escola de samba Grande Rio para se apresentar simultaneamente às manobras dos motociclistas. "A Grande Rio trará sua bateria e seus integrantes, que serão 250 ao todo, para duelar contra os motoqueiros e se fundir à competição. Não será apenas um show de bateria ou carros alegóricos, as motos criarão desde batalhas até música com os percussionistas e passistas, e isso terá um efeito maravilhoso para quem assiste", conta o diretor do Rio 360.

Entre os patrocinadores estão a Yamaha, Terra, as rádios Paradiso e Mix FM e Swatch. O evento terá apoio da Prefeitura e transmissão da TV Globo. Ainda há cotas disponíveis com a empresa Cross Network, que atua como parceira na captação de patrocinadores.

Mas diferente do Air Race, que foi aberto ao público na Praia de Botafogo, o X-Fighters terá venda de 30 mil ingressos, além de uma área exclusiva para convidados. A Rio 360 também cuidará do plano de mídia com ações que devem tematizar a cidade no dia do evento. Também há um trabalho em curso para garantir a presença de um público especial. "Entramos em contato com clube de motoqueiros em São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e vários outros estados para compartilhar o evento com quem mais se interessa", conta Lops, anunciando um estacionamento de mil lugares só pra motos.

X-Fighters
A etapa carioca será a segunda do circuito X-Fighters, que começa a turnê na Cidade do México em abril e inclui em seu calendário deste ano provas nos EUA, Alemanha, Itália e Espanha. Criado em 2001 em Valência, o Red Bull X-Fighters se estabeleceu como a principal competição de motocross freestyle e se tornou um campeonato mundial em 2007, com os pontos de cada etapa sendo somados. No Rio, serão doze motoqueiros, sendo oito estrangeiros e quatro brasileiros. Para decidir os vencedores, quatro juízes terão como base algumas normas pré-definidas, entre elas a reação do público e dificuldade das manobras. Ano passado, o americano Travis Pastrana foi o campeão da temporada.

Sim, a propaganda tradicional vai morrer


Claro que é a opinião de um criativo especializado em mídia interativa... logo, ele tem que vender o peixe dele. Mas é sempre bom prestar atenção a esses exercícios de futurologia... rs!

A Internet está mudando o tamanho dos anunciantes. Nunca na história da propaganda uma estratégia de comunicacão de massa conseguiu tamanho sucesso sem o uso da TV. Jamais se pensou em fazer uma campanha sem anúncios em revista. É, o mundo mudou. As pessoas mudaram. Ninguém mais engole propaganda goela abaixo. Não adianta mais fazer um filme fantástico. Não tem niguém lá do outro lado da tela. Ou melhor não tem mais aquela famíla toda sentada por horas com a bunda no sofá.

Você nem precisa gastar milhares de reais em pesquisa pra descobrir isso. Pare de ler este texto agora! Pergunte pra três pessoas a sua volta quanto tempo elas ficam vendo TV por dia. Ou lendo jornal. Agora, pergunte quantas horas elas acessam a Internet em um mesmo dia. Pronto, pode voltar à internet, opa, ao texto.

Ok, você tem razão. A Internet está na frente, mas o que isso tem a ver com a minha estratégia de marketing? Tudo. Tem a ver com os resultados que sua campanha vai dar, com as vendas dos seus produtos, com o relacionamento com os consumidores durante a venda, depois da venda. Tem a ver com seus próximos lançamentos. Tem a ver com a imagem que as pessoas têm da sua marca. Tem a ver com confiança, carinho, respeito e admiração que a sua empresa adquire ao longo dos anos. Tem a ver com o seu emprego, com o seu salário, com o seu crescimento na empresa.

A Internet está dando uma aula de estratégia para aquelas mídias consagradas que continuam apostando num tiro de canhão pra acertar mosquitos. Ao invés de pulverizar todos os pontos de contato desses mosquitos na natureza.

Sim, a propaganda tradicional vai morrer. Vai morrer para aquelas marcas que não têm poder de fogo para falar com a massa. Que não têm verbas astronômicas para fazer um filme fantástico, veicular em horário nobre durante muitos dias.

É agora que vem a grande mudança no mundo da propaganda. Pequenos anunciantes estão virando anunciantes médios. E estes estão virando grandes anunciantes. As verbas que antes eram insuficientes para fazer mídia estão encontrando um cenário completamente diferente no mundo digital.

Agora, uma marca pode estar presente na vida das pessoas quase que o dia inteiro e de uma maneira nem um pouco intrusiva. De um jeito que nunca nós pensaríamos que fosse: ele mesmo escolhendo o que quer ver, na hora que bem entender e quantas vez quiser.

Olhe pra sua verba com o ponto de vista digital. Você vai perceber que ela pode ser bem maior do que você imagina.


Miguel Genovese - Diretor de Criação da Garage, agência especializada em marketing interativo, e colaborador do Adnews.

3.3.08

E a Internet não pára de crescer

"Internet como a principal mídia do mundo"

Apesar de recente - cerca de 20 anos de idade - a Internet já é considerada tão fundamental quanto mídias tradicionais como a televisão. Em alguns casos, há quem prefira qualificá-la no caminho certo para se tornar o meio mais importante do mundo, como no caso de Marc Andreessen, referência no assunto digital, e um dos criadores do Netscape. "A internet está se tornando real agora de uma forma que nunca foi antes. Está se transformando na mídiainformações e se comunicarem", disse em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo".

Andreessen definiu a Web como um veículo de massa. Só no Brasil, conta com 40 milhões de usuários. Nessa linha, o especialista alertou para um movimento que deve acontecer em grande escala nos próximos anos na propaganda: a migração de grande parte da verba do meio offline para o on-line. Segundo ele, empresas do porte de Google, Microsoft e Yahoo "vão se beneficiar muito disso". Mas ainda há uma outra camada de iniciantes que também vai se aproveitar desse investimento que está por vir.

Mercado brasileiro

Por aqui o panorama e a tendência não são diferentes, segundo Fábio Saad, diretor de Mídia Online da DM9DDB. "Sempre pensamos a Internet nos planos de mídia. Temos que estar antenados à revolução, pois os clientes também estão", diz. O publicitário conta que costuma pensar na comunicação integrada para atender aos anunciantes de internet, 25 no total. Segundo ele, não há fórmulas pré-determinadas. "Cada cliente precisa de um tratamento e utilizamos a internet tanto como meio de massa quanto segmentação com links patrocinados", completa.

Saad considera arriscado prever tendências para os próximos anos na propaganda digital. Sobretudo, deixa claro a idéiamarketing em celulares traduza esse conceito. Mas na verdade tudo muda muito rápido e precisamos acompanhar a convergência dos meios, que é o caminho mais certeiro", aposta.

Com as prováveis mudanças, o diretor acredita no crescimento da participação da internet no bolo publicitário, fato já corriqueiro em pesquisas. A última delas, divulgada nesta segunda-feira pelo Projeto Inter-Meios, sagrou a Web como a mídia campeã no aumento de verbas: 45,7% durante 2007. Outro aspecto a ser notado, segundo Saad, é a entrada dos anunciantes diretamente no conteúdo. Ele prevê que marcas serão cada vez mais inseridas na programação, de forma a atrelar a publicidade ao material exibido.

Marcelo Gripa - Adnews